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Quanto custa uma gestão de tráfego pago?

São dois valores diferentes que quase todo mundo mistura: o que você paga à agência para gerenciar e o que você paga à plataforma para aparecer.

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Fee de gestão e verba de mídia não são a mesma coisa

A verba de mídia vai direto para o Google ou para a Meta, idealmente no cartão da sua própria empresa. O fee de gestão é o que remunera quem estrutura, otimiza e presta contas. Confundir os dois é a causa mais comum de propostas que parecem baratas e não são.

Insista para que o contrato separe as duas linhas com clareza. Fornecedor que recebe a verba e repassa reduz a sua visibilidade sobre quanto foi efetivamente investido — e cria uma zona cinzenta que não beneficia você.

As faixas praticadas no mercado brasileiro

O custo de gestão varia aproximadamente de R$700 a R$3.000 ou mais por mês, conforme o número de plataformas, o volume de criações incluído e a complexidade da operação. São ordens de grandeza observadas no mercado, não tabela — qualquer projeto específico depende do escopo acordado.

O que puxa o valor para cima raramente é a quantidade de campanhas. É o número de plataformas, a produção de criativo, a complexidade do rastreamento e a exigência de relatório. Uma conta única de busca com criativo fornecido pelo cliente custa muito menos que uma operação multicanal com CAPI, feed e importação de conversões offline.

Uma plataforma, escopo enxuto

Faixa inicial. Google Ads ou Meta Ads, criativo fornecido pelo cliente e relatório mensal padrão.

Duas plataformas com criativo

Faixa intermediária, a mais comum. Inclui produção de criações, testes em ciclo e otimização semanal.

Operação multicanal

Faixa superior. Várias plataformas, rastreamento server-side, feed de e-commerce, CRO e reconciliação com CRM.

Percentual sobre a verba

Modelo alternativo, comum acima de determinado volume de investimento. Costuma ficar numa faixa percentual decrescente conforme a verba cresce.

Os quatro modelos de cobrança e o incentivo de cada um

O modelo escolhido não afeta só o preço — afeta o comportamento do fornecedor. Vale entender o incentivo embutido antes de assinar.

Nenhum modelo é desonesto por natureza. O risco aparece quando o incentivo do fornecedor deixa de coincidir com o seu objetivo e ninguém percebe.

Fee fixo mensal

Previsível para os dois lados. Incentivo neutro em relação à verba, mas exige escopo bem definido para não virar disputa sobre o que está ou não incluído.

Percentual da verba

Escala junto com a operação. O incentivo é aumentar investimento — nem sempre alinhado ao seu interesse, já que o retorno marginal cai conforme se escala.

Fee mais variável por performance

Alinha interesses quando a métrica é bem escolhida. Exige rastreamento confiável: variável atrelada a lead, e não a venda, incentiva volume de contato barato.

Por projeto

Adequado a escopo fechado — auditoria, reestruturação, configuração de rastreamento. Inadequado para gestão contínua, que depende de acompanhamento semanal.

O que deve estar no contrato

Três pontos deveriam ser inegociáveis, independentemente do valor: as contas de anúncio no CNPJ da sua empresa, acesso administrativo permanente para você e relatório que abra com CPA e ROAS em vez de impressões e alcance.

Além deles, verifique o que está incluído em números: quantas criações por mês, qual a frequência de otimização, quantas reuniões e o que acontece com a estrutura da conta se o contrato terminar. Proposta que não responde a essas perguntas está deixando a definição para depois — e "depois" costuma favorecer quem escreveu o contrato.

Quando o fee mais barato sai mais caro

O fee é quase sempre a menor parte do custo total. Numa operação que investe alguns milhares por mês em mídia, uma diferença de algumas centenas no fee é irrelevante diante do que se perde com uma conta mal estruturada consumindo verba em termo sem retorno.

A comparação que importa não é fee contra fee: é custo total de aquisição contra custo total de aquisição. Um fee 40% maior que reduza o CPA em 20% se paga rapidamente — e o caminho para saber isso é pedir a metodologia, não o desconto.

// FAQ

Perguntas frequentes

Qual o preço médio de uma agência de tráfego pago?
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O custo de gestão varia de R$700 a R$3.000 ou mais por mês, dependendo do número de plataformas e do volume de criativos incluído. Esse valor é separado do investimento em mídia, que é a verba paga diretamente à plataforma. Proposta que apresenta um número único sem separar as duas linhas está escondendo qual das duas você está contratando.

Qual o investimento mínimo em mídia recomendado?
+

Campanhas com menos de R$600 por mês por plataforma tendem a ter volume insuficiente de dados para otimização eficiente. O ideal costuma começar a partir de R$1.000 a R$2.000 mensais — mas o piso correto para o seu caso sai da conta de CPA-alvo e meta de conversões, e não de uma referência genérica de mercado.

Vale a pena contratar uma agência ou fazer sozinho?
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Depende do tempo e do conhecimento técnico disponível. Erros de configuração em tags, públicos e lances custam caro em qualquer orçamento — o custo de uma gestão profissional costuma se pagar com a redução do CPA. O ponto de virada normalmente é a verba: abaixo de certo volume, o fee pesa demais no custo total e faz mais sentido internalizar.

O fee muda se eu aumentar a verba de mídia?
+

No modelo de fee fixo, não — e essa é a principal vantagem dele para quem pretende escalar. No modelo percentual, sim, e costuma haver faixas decrescentes conforme a verba cresce. Vale negociar esse ponto na assinatura, e não quando o aumento já estiver em curso.

Existe fidelidade em contrato de gestão de tráfego?
+

Varia por fornecedor. Um período mínimo de três meses tem justificativa técnica legítima: o primeiro mês é estruturação e aprendizado, e avaliar antes disso mede o período errado. Fidelidade longa sem contrapartida clara, porém, protege o fornecedor e não o resultado.

O que acontece com as campanhas se eu trocar de agência?
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Se as contas estiverem no seu CNPJ, nada se perde: estrutura, histórico e aprendizado do algoritmo continuam. Se estiverem no CNPJ do fornecedor, você recomeça do zero e perde semanas de performance. É por isso que a titularidade das contas importa mais que qualquer cláusula de preço.

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